Na hora de fazer compras já evito comprar qualquer produto enlatado no qual precisarei do temível abridor de latas, esse ai da foto. Graça a Deus já existem outros modelos, mas esse aparelinho vai ficar pra história por que nunca houve uma lata seguer que eu tenha conseguido abrir com ele. Sempre apelo pra faca, mas ai fica aquelas bordas cortantes, porém lata aberta!Abridor de latas - Por que não consigo usar isso?
Na hora de fazer compras já evito comprar qualquer produto enlatado no qual precisarei do temível abridor de latas, esse ai da foto. Graça a Deus já existem outros modelos, mas esse aparelinho vai ficar pra história por que nunca houve uma lata seguer que eu tenha conseguido abrir com ele. Sempre apelo pra faca, mas ai fica aquelas bordas cortantes, porém lata aberta!Frases&Citações- Eu ouvi e vi por ai...
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Frases&citações
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QUIK E CORRER DE SANDÁLIAS NA MÃO - Minhas lembraças...
Nossa viajei no tempo, deu saudades na velha infâcia. Tive sorte de ter sido nascido e criado numa cidade interiorana onde uma criança pode se deslocar sozinha de sua casa feliz da vida com uma moeda para comprar uma coisa que gosta. As vezes até meio sujinho de tanto brincar na terra com as sandálias na palma da mão para correr mais rápido, o cuidado maior era com a avenida que de tão tranquila nem tinha faixa de pedrestes e sinal ( não tem até hoje -2009).Livros do Ziraldo - Minhas Lembranças...
Programa " Sai debaixo" - Minhas lembranças...
Comercial da Faber Castel - Minhas lembranças..
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Comercial Philco - Minhas Recordações...
Falando em formigas também cometia uma barbárie com as mesmas em outra situação, brincava de campeonato de natação no tanque de lavar roupas, as atletas eram as formigas que eu achava com cara de forte pelo quintal, funcionava assim, eu escolhia duas formigas e as colocava no tanque cheio d´agua e elas começavam a bater pernas desesperadas, a que afundasse primeiro perdia e nadar até a beira do tanque estava desclassificada na hora, pois eu via como desistencia e a vitória era da que permanecia na labuta. Depois colocava as duas no sol, porém em lugares distantes, por que a formiga campeã ganhava um motinho de açucar que eu pegava escondido da minha avó. A parte triste é que as vezes a formiga que perdia morria e que ganhava também.
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Comercia da Sukita - Minhas recordações...
Mas o "Tio" se vingou veja:
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Lambada estava na moda - Minhas recordações...
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Super Mario Bross - Minhas Lembraças...
Hoje tenho várias versões do Mário no meu computador, mas a infância acabou e não ganhei meu Nitendo. Não podia comprar por conta própia por que era criança e não tinha dinheiro, evidentemente. E também o pessoal la de casa falava que video game estraga a televisão e minha avó não gostava quando meu tio arrumava algum emprestado.Novela "Mulheres de areia" - Minhas recordações...
Vejam a abertura:
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Novela "Olho no Olho" - Minhas Recordações..
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Pequeno Arquiteto
Poupança Bamerindus....
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Eu aprendendo a usar o Photoshop - O resultado!
Camila em visita ao Sambódromo no Rio de Janeiro
Meu amigo Gelson pescando... tentando pescar melhor dizendo
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Minhã irmã Camila conhece o Cristo Redentor do Rio de Janeiro
Meus tempos da escola
"Criei vergonha na cara" e comprei uma máquina de lavar!
Roubaram a prova do Enem!!! E queriam vender por 500 mil.
Eu torci e o Rio de Janeiros é a sede das Olimpiadas de 2016
Socorro, estou sem internet...
Pretendo renovar esse espaço, mas da Lan house é complicado.
Estou estudando alguns pacotes da internet 3G. Sem internet em casa é muito complicado. Adaptamos nossa vida as facilidades que ela nos proporciona, que quando nos vemos sem, mesmo que por alguns dias, da uma estranha sensação de regresso.
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Camila em visita ao Maracanã
Camila em : Passeio em Copacabana
Adeus Michael Jackson...
Fica aqui registrado o meu Adeus a enigmática pessoa e ao extraordinário profissional.
A última cadelinha...
As 100 músicas preferidas do Jonay, em breve aqui! Aguarde.
Já esta em processo de seleção, e o pálio esta duro. Em breve aqui!
Pós-graduação cancelada
Último dia para se inscrever no Prouni
Tempos do Ensino Médio - Escola Estadual DR° Edmundo Gouvea Cardilho
Eu tive um feliz natal!
Este post tem um único intuito de informar quão especial a noite deste natal na casa da Aline, Dona Maria e suas filhas dotadas de uma simpatia inegualável.
Havia tempo que vivia um momento tão familia.
Eu tive um feliz natal!!
Rio de janeiro, 25/12/2008 02:48hs
Seleção de Grandes clipes da música gospel, por Jonay Soares
Em clima de natal
Natal 2008
Jonay Soares, de nível superior e tudo!
A Super Gostosa, a lenda da mulher mais gostosa do planeta
Endereços de Agências de emprego na cidade do Rio de Janerio
Empregos&Estágios - Mural de oportunidades
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Notícias sobre Mirabela - Flash Back
As 10 mais de 21 de novembro
Empregos e estágios
Empregos e estágios
Empregos e estágios
Empregos e estágios
Empregos e estágios
Bem vindo, Luis Miguel!
É com um imenso prazer que anuncio o nascimento do mais novo membro da familia, Luis Miquel, meu primo, filho da minha Tia Marina com Wallace. Ele nasceu as 10hs da manhã do dia 04/11/2008 no Hospital Municipal São Sebastião da cidade de Mirabela, localizado no norte de Minas Gerais a 60km da Cidade de Montes Claros. Ou seja, na ninha amada terrinha. Minha irmã Camila já anunciava via scrap no Orkut: " luis Miguel esta chegando...". Na tarde desta quarta-feira, minha outra irmã Renata noticia o acontecimento. Mãe e filho passam bem. Só tenho a dizer agora, Seja muito bem vindo primão, que Deus te abençõe sempre e será um grande homem.
_________________________________________________
Foi notícia mundial no dia do nascimento do Luis Miguel a eleição do primeiro presidente negro dos Eua, o democrata Barack Obama.
O EstaSom estava D+!
Me ajudem a ganhar esse desafio!! Quem é quem nesta foto?
Fiz uma visita ao Projac...
Gabarito oficial Enem 2008 - Provas amarela, azul, branca e rosa
Cada email estranho que recebo...
Estude a prova do Enem 2007
Mc Dia feliz - 2008


Série: Celular truques&macetes
A Oi promove campanha e diz desbloquear celulares de outras operadoras gratuitamente.
BBB
Mirebela está no mapa , sim senhor!
O uso politico no rádio pela Professora Doutora Sônia Virgínia Moreira
"O uso político do rádio
Palestra proferida pela professora doutora Sônia Virgínia Moreira
no Estúdio Sinfônico da Rádio MEC, em 27 de setembro de 2006
Boa tarde a todos. É um prazer estar presente num lugar como este aqui, que é um lugar
especial. Só de entrar no estúdio, para quem gosta de rádio, para quem trabalhou em rádio,
dá um friozinho na espinha. Acho que aqui tem uma energia de muitas coisas boas que
aconteceram aqui, um estúdio sinfônico que é um lugar de música... isso é sempre muito
bom. E eu estou aqui nessa tarefa que também não é fácil, de substituir, substituir não,
entrar em seguida ao Saroldi, a palestra anterior foi dele, e aí eu venho agora.
Vou tratar desse tema, “o uso político do rádio”, porque temos eleições no próximo
domingo, então é um assunto atual, e porque eu acredito que quando a gente pensa em
Brasil, nós sempre temos que trabalhar com esta perspectiva do uso político do rádio.
Por quê a gente tem que pensar nisso? Em um primeiro momento, a gente tem a primeira
década do rádio, que é educativo, que foi o Roquette-Pinto quem deu início. E Roquette-
Pinto sempre imaginou o rádio com esta perspectiva da educação, porque eu acho que ele
teve uma visão fantástica quando ele acompanhou o Marechal Rondon, Cândido Mariano
Rondon, naquela viagem à Serra do Norte e depois disso ele escreveu um livro chamado
Rondônia, que, aliás, acaba de ser relançado pela editora da FioCruz (um livro que estava
esgotado, um livro lindíssimo, uma edição bonita), eu acho que todo mundo que gosta de
rádio, ou pra entender o que o rádio foi na vida do Roquette, é interessante ler este livro
também, por que ali é o lugar onde ele explica aquela condição que ele imaginou pro rádio,
numa viagem que vocês imaginam é, pro lugar que hoje é Rondônia, em 1910, 1911, se não
me engano. Se hoje já é difícil, no início do século passado era muito mais. Praticamente
cem anos atrás.
E foi ali que ele com a equipe que acompanhava o grupo, também gravou, em cilindros,
eles fizeram a primeira gravação de tribos indígenas que eles encontraram pelo caminho, e
mais tarde ele trouxe esse material pro Rio e Villa Lobos musicou. Um deles se chama
“Nozaniná”, que Villa-Lobos escreveu uma partitura em cima e que é um registro
fantástico, e dá um pouco a dimensão dos nossos intelectuais no início do século passado,
eles não ficavam restritos aos escritórios. Eles gostavam de ir nos lugares onde as coisas
estavam acontecendo. E é assim que Roquette então vai para Rondônia. Todo esse longo
parênteses é pra dizer como é que Roquette imaginou na verdade esse uso educativo. Ele
viu o tamanho do rádio no Brasil, o tamanho do Brasil naquele momento e toda a
possibilidade.
Rondon também começava a instalar as primeiras linhas de telégrafos, então tem uma
comunicação, tem o tamanho do Brasil e o quê que um meio como o rádio poderia fazer
num país do tamanho do nosso. Essa história é muito bonita e a gente tem que lembrar
quando fala desse uso educativo do rádio, que Roquette sempre quis e defendeu até o fim. E
eu acho interessante também a gente lembrar que quando Roquette fez a doação da Rádio
Sociedade do Rio de Janeiro pro Ministério da Educação ele fez com uma condição
fantástica porque as palavras dele foram proféticas. Ele dava a rádio, fazia a doação para o
Ministério da Educação, desde que a rádio nunca tivesse uso político, religioso, que ela
fosse efetivamente uma rádio voltada para a educação, e eu acho que isso, digamos assim,
criou uma base sólida desse legado que ele deixou, e a gente está hoje aqui, fisicamente, no
prédio que é a Rádio MEC.
Então nós estamos aqui, setenta anos depois desse momento, exatamente setenta anos. A
gente está em setembro, no mês da doação, na semana do aniversário do Roquette, que foi
ontem ou anteontem, vinte e cinco, anteontem, então eu acho que tudo isso é uma... o acaso
não existe. Estamos aqui conversando e falando dele, que é uma forma também de
homenageá-lo e fazer com que essa figura fantástica na história brasileira continue sempre
presente entre nós.
Getúlio Vargas
Então esse é o uso educativo, um dos primeiros passos do rádio, depois na década de 1930
a gente já começa a ter alguém, que é Getúlio Vargas, com uma visão muito clara do que o
rádio significava, tudo aquilo que Roquette viu que o rádio podia fazer pela educação,
Vargas começou a perceber que o rádio podia fazer pela política. Ele estava chegando ao
poder com a revolução de 30, e tinha esse meio de comunicação tão poderoso que podia
amplificar, de uma forma extraordinária, aquilo que ele imaginava que era um ideário
adequado para o país na época. Então ele tem essa noção muito cedo, é claro que ele não
tem essa noção sozinho.
Quando a gente estava fazendo a pesquisa pro livro da Rádio Nacional, Saroldi e eu, a
gente encontrou muitos indicativos de que tinha uma figura que o acompanhou o tempo
todo, que era o Lourival Fontes, que mais tarde vai ser o diretor do DIP, do Departamento
de Imprensa e Propaganda, mas que era uma pessoa, que digamos assim, pensava mais o
rádio nesse contexto da política. O rádio como um meio de comunicação do Estado.
Vargas, auxiliado por Lourival Fontes, já pensava nisso. E por causa disso e também
porque ele chega ao poder na década de 30, Vargas então vai fazer o quê? As primeiras leis
para o rádio. E eu posso afirmar, sem exagero nenhum, que a gente hoje, de alguma forma,
sofre ainda uma influência muito grande daquilo que foi desenhado na legislação para o
rádio na década de 30, por Vargas. Mas pra frente a gente vai falar um pouco disso. Mas ele
foi uma pessoa que ficou no imaginário do brasileiro, e eu acho que de uma certa maneira
ele está presente até hoje. São muitas pessoas no interior que se chamam Getúlio, né? A
gente tem indícios da força que o nome de Vargas teve no Brasil inteiro.
Foi uma figura importante para a história do Brasil, mas o rádio ajudou muito em tudo.
Então ele cria o quê? As primeiras leis. Os Estados Unidos, no início do século, década de
1910, diziam que existia o caos na época. A imagem é fantástica, mas era isso. Era um
caos. As emissoras começaram a transmitir nos Estados Unidos e ninguém tinha como
regular aquilo. E uma entrava na freqüência da outra e era uma grande confusão. E é isso
um pouco que acontece num primeiro momento no Brasil. Ainda que a gente tenha esse
toque, digamos assim, tropical, que eu adoraria ter visto isto, hoje quando a gente anda a
gente vê muitas antenas parabólicas, né? Nas casas quando a gente anda pelo interior do
Brasil, tem casas dos mais variados tipos, e pode ser a mais simples possível, que tem uma
anteninha lá. Quando o rádio chegou ao Rio de Janeiro, as pessoas não podiam comprar os
aparelhos que eram importados, então faziam o seu rádio, que era o radinho de galena que
pegava uma única estação, mas quando sintonizava, sintonizava bem, e, dizem, eu nunca vi,
não tem foto, mas dizem que o Rio de Janeiro em alguns pontos era um grande paliteiro,
porque as antenas tinham que ser muito altas.
Então tinha lá o radinho de galena, aquela antena que subia, pra ter uma boa recepção.
Então vocês vêem, as tecnologias vão sendo incorporadas desta maneira. Então era uma
coisa cara, depois começa a ficar barata, porque tem essa concorrência também com o rádio
galena e as pessoas, cada um com seu aparelhinho lá, com sua grande antena do lado da
casa. Só não deu muito certo porque a antena dedurava, né? Dizia que ali tinha um radinho
de galena e isso começou também a ficar complicado pras pessoas. Mas a indústria dá um
jeito nisso e os aparelhos começam a ficar mais baratos. E junto com isso começa a ter
então uma regulação do rádio brasileiro. E o quê é isso?
A primeira lei é de 1932. É uma legislação que basicamente diz “olha, pode ter publicidade
no rádio”. Durante toda a década de 1920 as emissoras eram clubes, associações,
sociedades, a gente tem muitas rádios-clube até hoje pelo Brasil, não é? Porque o nome é
dessa época. Essas emissoras começam a ter um meio de se manter no ar e também de
investir num grupo de artistas e num grupo de pessoas que trabalhassem na rádio. Então
esse é um dado fundamental da década de 1930 no rádio brasileiro e evolui pros anos 1940.
Rádio Nacional
A Rádio Nacional, fundada em 1936 como uma emissora comercial comum, na década de
1940, mais precisamente no dia primeiro de março de 1940, é estatizada por Vargas. No
trabalho junto do Saroldi, quando a gente começa a ir atrás do decreto, vamos lá ver o que
esse decreto do dia primeiro de março estatizava, a gente descobre que a Rádio Nacional
estava dentro de um grande contexto ou conglomerado que era a estrada de ferro São
Paulo-Rio Grande, que pertencia ao Percival Farquar, que tem sido um nome mais
recorrente nos últimos anos por causa da minissérie Mad Maria, mas que era um grande
nome do capital estrangeiro chegando no Brasil.
Ele foi responsável pela instalação da Light aqui, junto com isso a companhia dos bondes, a
CEG, a companhia de gás é deste mesmo momento, então ele era representante de todo esse
capital que estava chegando e junto, claro, das estradas de ferro. A estrada de ferro São
Paulo – Rio Grande nunca chegou no final. No final ela não conseguiu ser completada, mas
o fato é que no meio desse bolo estava lá quem? A Rádio Nacional e todas as outras coisas
que faziam parte do jornal A Noite. Como a rádio funcionava no mesmo prédio, então era
tudo mais ou menos a mesma coisa. A gente descobre que, no fundo, o dono da Rádio
Nacional era o Percival Farquar, só que eles já tinham os “laranjas” naquele momento, que
eram, se não me engano, dez sócios que assinavam como donos da rádio. A partir disso,
primeiro de março de 1940, o Brasil começa a entrar numa outra era.
Nos Estados Unidos já se vivia a era de ouro do rádio, que é muito bem retratada num filme
do Woody Allen, Radio Days. A gente aqui estava um pouco atrás, mas já tinha essa
perspectiva de rádio comercial e de uma inspiração, digamos assim, no padrão de rádio
americano, que é o que vai acontecer a partir da década de 1940, junto com a Rádio
Nacional e com a proposta que se tinha para fazer rádio no Brasil naquele momento. E a
partir disso a gente vê o quê? O uso sistemático de uma emissora de rádio pelo Governo
Federal, pelo Estado. Mas de uma maneira, digamos assim, diferente, não impositiva. As
pessoas que trabalhavam na Rádio Nacional naquele momento diziam que sempre... me
lembro do Paulo Tapajós dizendo isso, num depoimento do MIS - que nunca tinha sentido
nenhum tipo de coação. Eles estavam ali fazendo rádio porque eles gostavam. Então eles
dormiam na rádio... era todo um tipo de envolvimento com um meio de comunicação que
era fascinante. E todo mundo que trabalhava era apaixonado pelo rádio. Getúlio passa a
freqüentar o auditório da Rádio Nacional, daí você tem a presença física do Presidente, e
depois de um certo momento, a Rádio Nacional, que já tinha esse nome, parte para um
investimento nessa característica de ser nacional.
Tudo que era brasileiro era exacerbado: a música brasileira, os produtos brasileiros, etc. A
partir de 42 a rádio passa a ser transmitida pelas ondas curtas. E por ali se fazia a
propaganda do que o Brasil tinha para o exterior. Não podemos esquecer que, ainda na
década de 1940, se vivia num momento que era difícil para o Brasil, que havia sido iniciado
em 1937, que era o Estado Novo. Era um Estado forte, era uma ditadura, e o Brasil tinha
uma coisa que era complicada nos meios de comunicação e nas artes de uma maneira geral
que era o DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, que censurava e produzia coisas
também. O DIP tinha uma revista “Comunicação Política”.
E isso vai acontecendo com o rádio como grande centro em termos de meio de
comunicação. Era o grande meio da época, era o que mais chamava atenção das pessoas. Se
hoje a gente ainda vive num país que tem por volta de dez a quinze por cento da população
ainda analfabeta, sem a gente considerar os analfabetos funcionais, que são aquelas pessoas
que escrevem o nome, mas na verdade não sabem ler, imaginem o que era o Brasil naquele
momento da década de 1940 e que força tinha uma emissora de rádio como a Rádio
Nacional, e com o tipo de conteúdo que ela passava.
Aquilo foi o começo. Então, a partir do final dos anos 1930, ela assume a cara do governo
da época. Vargas é muito identificado com a Rádio Nacional neste período, e a gente tem o
desenvolvimento do rádio brasileiro passando muito pela Rádio Nacional. As pessoas que
são do nordeste geralmente ficam muito brabas quando a gente dá essa ênfase muito grande
às emissoras de rádio do Rio de Janeiro, porque eles lembram “ô tem a Rádio Clube de
Pernambucano, a Rádio Clube de Pernambucano fez as primeiras transmissões” então a
gente sempre tem que fazer uma nota. Se você escreve faz uma nota ou coloca dentro do
texto, e quando se fala tem sempre que se lembrar também do pioneirismo do rádio
brasileiro em outros Estados que não a Capital Federal, que era o Rio de Janeiro. Mas o que
é importante é que naquele momento Vargas se firma como o grande nome brasileiro da
radiodifusão e eu acho que não teve ninguém, até hoje, que tenha tido uma associação tão
grande com radiodifusão. Isso fica enraizado de tal forma e ele tem essa intimidade,
digamos assim, tão grande, com o rádio, na voz dele, né? Vocês provavelmente já devem
ter ouvido, pelo menos, gravações do ‘trabalhadores do Brasil’, aquilo que ecoava por esses
rincões. Ele gostava do rádio e gostava também de falar no rádio, fazer os discursos.
Quando ele volta ao poder, eleito na década de 1950, a Rádio Nacional tinha um lugar tão
cativo, digamos assim, no coração de Vargas, que o Palácio do Catete é adaptado e é montado
um estúdio dentro do Palácio do Catete. Também é uma outra mostra do tipo de relação
que Vargas tinha com o rádio. Na época quem dirigia a rádio era Vitor Costa, próximo
de Vargas, e era ele quem cuidava desse estúdio da Rádio Nacional no Palácio do Catete.
Nos anos 1950, 1960, a gente vai ter dois nomes que não podem ficar fora dessa história: o
primeiro é Lacerda na Rádio Globo. Ele tinha um programa chamado “Tribuna Política”
onde ele, como um belo orador, fazia seus discursos. E ele depois alternou também com a
Rádio Mayrink Veiga. Eu tive a oportunidade, quando fiz essa pesquisa pro livro “Rádio
Palanque”, que é sobre o envolvimento de radialistas e políticos e de políticos com o rádio,
de ouvir um trecho do Lacerda contando uma história que tinha acontecido com ele. E ele
era incrível, porque ele fazia uma descrição das coisas como se fosse pro rádio mesmo, era
quase um roteiro radiofônico. A maneira como ele falava, todo mundo tinha perfeita noção
daquilo que estava acontecendo. A história era sobre um ataque que ele tinha sofrido saindo
da Rádio Mayrink Veiga. Ele conta que alguém pegou, deu um murro nele, os óculos
caíram, ele escutou o barulho dos óculos no chão. Era um roteiro radiofônico. Então, por aí
a gente tem um pouco a idéia de como as pessoas eram envolvidas por um político que
tinha esse tipo de discurso e esse tipo de relação com o meio de comunicação como o rádio,
e sabia que tinha que usar essa capacidade fantástica do rádio que é de trabalhar com a
imaginação das pessoas.
Primeiras redes políticas
Todo mundo que trabalha em rádio sempre tem uma ou outra história dos ouvintes e da
relação dos ouvintes com sua voz. Isso é uma coisa fantástica no rádio, porque a
credibilidade, se você é jornalista, a autenticidade, se você trabalha como rádio ator, está
tudo na voz, não é? E isso é uma coisa inconfundível, não é? É diferente da televisão que
você trabalha a imagem e compõe o personagem. No rádio você tem que compor o
personagem no gogó. Então, se você tiver o pleno domínio da sua voz e da fala, tiver uma
bela dicção e a forma de apresentar as coisas, você acaba ganhando qualquer tipo de
ouvinte.
E depois a gente tem o outro grande tribuno que é Leonel Brizola. Que tem esse primeiro
momento, digamos assim, intenso, de relação com o rádio, numa época conturbada que é
quando Jango estava na China, e Jânio renuncia. Então existe aquele primeiro momento de
possibilidade de um golpe militar no Brasil. E ele vai lá e cria no Rio Grande do Sul, a
“Cadeia da Legalidade” que começa transmitindo no próprio Palácio Piratini, nos porões do
Palácio Paratini, e ele faz ali sua trincheira e então ganha notoriedade do Brasil todo,
consegue segurar a situação, Jango volta pro Brasil, assume a presidência e a “Rede da
Legalidade” se desfaz.
Há um primeiro momento, na década de 1930, na revolução constitucionalista em São
Paulo, onde a gente teve a primeira experiência de transmissão em rede e isso é uma coisa
interessante num país com o nosso porque as emissoras existiam, mas não tinham essa
cultura de transmissão em rede. Então, na revolução constitucionalista acontece com
emissoras do Rio e São Paulo, a Rádio Cruzeiro do Sul aqui no Rio, a Rádio Record em
São Paulo, a gente tem essa primeira experiência. Mas essa forma de transmissão em rede
com um objetivo específico, ela fica muito clara e é muito forte com a “rede da legalidade”
na década de 60 e Brizola à frente a partir de Porto Alegre. E aí Brizola acaba o mandato
dele como governador, vem para o Rio, ele é deputado federal e faz então da Mayrink
Veiga também a sua tribuna política. Então são nomes que a gente não pode deixar de citar
quando falamos de política no rádio.
Até então, o que a gente vivia? Eu acho que hoje a gente vive um momento muito diferente.
Os políticos têm outro perfil, mas aqueles políticos da década de 1950 e 1960 eram
completamente diferentes e eles passam essa força que eles tinham do discurso pelo rádio
de uma maneira muito forte e encantavam as pessoas, definitivamente encantavam. Tanto
que a gente vê, se a gente fala de Vargas, Lacerda e Brizola, são nomes de expressão
nacional e eles se tornaram nomes de expressão nacional também com o auxilio do rádio.
Década de 1970 - governo militar, censura às rádios.
Na metade da década de 1970 eu começo a trabalhar na Rádio Jornal do Brasil e ainda pego
um momento em que se recebia nas redações comunicados da Polícia Federal, telefonemas,
em que alguém se identificava como sendo da Polícia Federal dizendo, “olha, não pode
falar sobre tal assunto”. Às vezes a gente não tinha nem noção que tal assunto estava
acontecendo e ia procurar depois que recebia a ordem que não se podia falar. Mas é um
momento muito criativo pro rádio, triste nesse sentido, que um meio de comunicação que é
livre por natureza de repente tem que ter uma amarra e não se pode falar determinadas
coisas. Mas a criatividade é sempre uma coisa fantástica e no rádio ela se manifestou na
cobertura jornalística local, das cidades.
Exemplo: tinha uma passeata ou uma coisa acontecendo no centro da cidade, uma
manifestação. Claro, não se podia falar no rádio que havia uma manifestação acontecendo
no centro da cidade, mas se falava do trânsito, o trânsito estava confuso, entrevistava
pessoas. Então tinha um sub texto que permeava a situação, e todo mundo sabia que do que
estava se falando, mas não se falava abertamente o que estava acontecendo. Então foi um
momento muito interessante pro rádio por isso. Por uma criatividade muito grande da
mesma forma como foi pra imprensa escrita, com a imprensa censurada, os grandes jornais,
e a imprensa alternativa, falando ou escrevendo tudo aquilo que não se podia escrever nos
grandes jornais. Fechava-se um jornal, mas aparecia outro e assim ia. Ao mesmo tempo em
que a gente tem esse momento de uma censura muito forte em cima dos meios de
comunicação, tem também uma reação dos profissionais que faziam aquele meio,
utilizando formas criativas de burlar a censura e na maior parte das vezes conseguia.
Na década de 1970 uma rede que havia se estabelecido com uma força também muito
grande nos anos 1960, que tinha sido a igreja católica, principalmente trabalhando o MEB,
Movimento de Educação de Base, que começa com D. Eugenio Salles na diocese de Natal,
a igreja de repente começa a perder força. Por quêPorque o MEB tinha como uma das
premissas educar as pessoas, fazer com que as pessoas efetivamente recebessem
informação e soubessem o que é informação. Então isso nos anos 70 passou a ser perigoso.
A igreja começa a sofrer censura também, esses programas educativos do MEB. E o que
acontece, que é uma coisa triste, é que ela tinha mais de 100 estações de rádio em todo o
Brasil, praticamente todos os estados do Brasil, essa rede começa a acabar, porque tinha
uma pressão muito grande em cima da programação educativa que a igreja católica fazia na
época.
Abertura política e novos personagens
Nos anos 70 a gente começa a ter o primeiro momento da abertura do regime e o quê
acontece como conseqüência disso? Acho que, se pudéssemos localizar numa década
específica quando começa esse envolvimento, como conhecemos hoje, de radialista que se
transforma em político e dos políticos se interessando pelo rádio, a gente pode dizer que
isso foi na década de 80. As primeiras coisas aconteceram ali naquele primeiro momento e
junto com isso um outro tipo de interesse que é o interesse de evangélicos pelas emissoras
de rádio.
Hoje, isso que a gente conhece de uma predominância de emissoras evangélicas,
principalmente no rádio AM, esse movimento começa na década de 80, primeiro com a
compra de programas de rádio de algumas emissoras. Compravam uma hora, duas horas,
meia hora, uma tarde, o período da manhã, e de repente eles acharam que estava ali um belo
veículo de comunicação, de evangelização, e começam a se interessar pelas emissoras
mesmo e começam a comprar emissoras. Então as emissoras pioneiras, principalmente
aquelas ligadas à igreja batista e à Assembléia de Deus, são as primeiras rádios evangélicas
que o Brasil tem na década de 80.
Aí entramos na década de 90 e o quê acontece? Os radialistas se transformam em políticos
e aí a gente vai viver mesmo o boom do envolvimento do rádio com a política. Os
radialistas e, principalmente comunicadores de grande audiência, começam a ver que com
aquilo que eles fazem eles estão ajudando as pessoas: as pessoas escrevem, as pessoas
começam a ir às rádios, as filas ficam grandes na frente dos estúdios, na frente das
emissoras. Muitos radialistas vêem naquilo uma possibilidade de ascensão social e essa
ascensão social se dá pela política. E começam a se candidatar a cargos, geralmente como
vereadores, porque a gente não pode se esquecer nunca que a maior força do rádio é local.
Então a gente está sempre trabalhando com aquele público mais próximo. O rádio fala
muito dessa realidade cotidiana de todo mundo que mora numa cidade ou então que mora
fora de um ambiente urbano, mas se existe uma emissora, ela provavelmente vai estar
trabalhando com aquela realidade imediata de cada um, mesmo que seja no meio rural.
O rádio tem essa questão da proximidade e como tem essa questão da proximidade os
radialistas começam a se candidatar como vereadores e depois como prefeitos. A gente tem
prefeitos hoje perto daqui, em Juiz de Fora, prefeito pela segunda ou terceira vez. Ele é um
radialista de grande audiência em Juiz de Fora. No Rio a gente tem o grande exemplo que é
do Garotinho. Ele começa como vereador em Campos, depois ele passa a prefeito. Na
prefeitura de Campos ele governava pelo rádio, as pessoas iam lá e falavam “ah não tem
água aqui na minha rua”, falava no rádio e pelo rádio ele dava a ordem para o secretariado
dele e o secretário responsável tinha que se virar e ir atrás, porque era um compromisso
público. Então é assim que a gente vê surgir um político num estado e que ganha a
dimensão que ganha o Garotinho, que chega ao governo do estado.
Nos anos 90 também acontece um outro movimento inverso. De um lado a gente tem os
radialistas que se interessam por política e se candidatam. A gente vai ter também os
políticos que estão no Congresso Nacional e aí o que a gente já tem? Já tem eleição. Então
um regime que foi fechado por muito tempo, de repente quando se abre, começa a abrir
também outras perspectivas para alguém que acha que a mídia pode de alguma forma
alavancar a sua vida pessoal.
A tristeza desta história, desta relação radialismo/política e políticos/meio de comunicação
rádio, é que geralmente o interesse é pessoal, particular. Ninguém tem um interesse geral,
da comunidade, todo mundo quer ir lá e conseguir um espaço ao sol e a partir daí conseguir
também outros vôos.
Metas da Constituição
Bom, e agora a gente chega numa realidade muitíssimo mais perto. Em 1988 a Constituição
foi fantástica em vários pontos, principalmente pra comunicação. O capítulo 5 da
comunicação social é fantástico, trouxe vários avanços. Mas na área de comunicação esses
avanços se processam de uma maneira muito lenta. O Conselho de Comunicação Social,
previsto na constituição de 1988, só foi montado em 2002. Então vocês vêem o tempo que
demora para se instalar um conselho que teoricamente cuidaria da área de comunicação.
A gente tem o artigo 54 da constituição, que proíbe que deputados e senadores tenham
concessão de rádio e televisão, mas qual é a realidade que a gente vive? O Baima (um
assessor da câmara dos deputados em Brasília agora ligado à Universidade de Brasília), fez
um levantamento muito detalhado e conseguiu provar por a+b, quer dizer, com o nome dos
políticos, que das 3615 concessões de radiodifusão e tv, 37%, cerca de 1220, são
exploradas por políticos. Quer dizer, são controladas por políticos, ou os políticos são os
donos, ou eles têm uma força muito grande naquela emissora. E a gente está falando aqui
de emissoras de rádio AM e FM, estamos falando das emissoras tradicionais.
Outra coisa que a Constituição de 1988 previu no seu artigo 222 era a participação do
capital estrangeiro na mídia, isso levou muito tempo para ser regulamentado e é finalmente
regulamentado em 2002, e a gente tem hoje alguns grupos de comunicação, mas poucos.
Há a TV Globo que tem a participação do Mordock na Sky e tem a participação de outro
grupo estrangeiro na Net, mas isso ficou restrito mais à área de impresso, muito mais que
radiodifusão. Mas também era uma coisa prevista na constituição de 1988, que se levou
algum tempo para regulamentar e quando o foi, foi parcialmente.
Em 2002, das 3315 concessões, 37% exploradas por políticos. Em 2004, um em cada dez
parlamentares é proprietário de rádio/tv. Isso também não é uma coisa falada ao vento, isso
é um estudo feito pelo professor Vinícius Lima, do Laboratório de Estudos de Políticas de
Comunicação, também da Universidade de Brasília, que, aliás, tem um núcleo forte
trabalhando com isso. Ele provou pelo levantamento que um em cada dez parlamentares
tinha uma emissora de rádio/tv. E eu acredito que mais grave que isso é o fato de que dos
33 membros titulares de comissão de Ciência, tecnologia, comunicação e informática da
câmara, 15 são sócios ou diretores de 26 emissoras de rádio e três de televisão. Isso
significa que praticamente metade da comissão de Ciência, tecnologia, comunicação e
informática - que é quem vai lá autorizar as concessões, é quem estuda as concessões de
rádio e tv – é formada por donos de rádio e tv. Então a gente tem uma questão muito séria
aqui, porque é um conflito de interesses óbvio, claro, e isso de alguma maneira vai se
manifestar na hora em que se decide dar a concessão de uma emissora de rádio e tv para
alguém.
Hoje, em 2006, o que nós temos: mais de 70 parlamentares são donos ou controladores de
emissoras e o artigo 54 da nossa constituição fica esquecido. Eu trouxe dois exemplos
regionais, um é do estado da Bahia. O que acontece hoje na Bahia? Lá a gente tem um
domínio muito grande do grupo do ACM que tem emissoras de rádio e televisão, mas a
família Magalhães não é a única família de políticos na Bahia que tem interesse e trabalha
com emissoras de rádio e tv.
Nós temos lá 65 emissoras controladas por políticos no exercício dos cargos. São deputados
federais, estaduais, senadores e vice-prefeitos. Não tem nenhum governador. Interessante, é
a única classe dentro da política, que não tem na Bahia, hoje, uma emissora de rádio e
televisão. E o que significa esse universo de 65 emissoras? Significa quatro dos 17 canais
de televisão na mão de políticos, 27 das 93 rádios AM e 34 das 107 rádios FM. Então aqui
a gente está trabalhando com uma questão muito séria, que acontece quando a gente tem
esse tipo de predomínio de um grupo dentro dos meios de comunicação, que é a questão do
pensamento único. Que tipo de conteúdo esses meios de comunicação transmitem? Tem
uma variedade de informação? As pessoas podem efetivamente tratar daquilo que elas
querem? Os meios de comunicação estão fazendo alguma coisa que seja interessante para a
sociedade? Ali, local? É uma complicação.
O outro exemplo é de uma cidade num outro ponto do Brasil, a gente sai do nordeste, vai
para o sul, cidade chamada Santa Maria, RS, que tem o universo de cinco rádios AM e seis
FM. Esses dados são resultado de um estudo de dois ou três pesquisadores da UFSM. Elas
fizeram uma comparação entre as eleições de 2000 e 2004, que foram as eleições
municipais. Em 2000, o que se encontrou? 13 candidatos radialistas do universo todo de
candidatos, o que significava 9% do total de candidatos. Desses 13, cinco foram eleitos nas
eleições de 2000. Em 2004, de 143 candidatos a vereador, 12 eram radialistas, um
jornalista, 9%, continuava mais ou menos a mesma coisa do total e três foram eleitos.
Colocando isso em votos, significava que a cada 100 votos foram dados 14,5% a quem fala
ou esbraveja, em alguns casos, pelos microfones radiofônicos da cidade. Isso foi publicado
num jornal local que se chama “A Razão”.
Então aí a gente tem também um quadro bastante óbvio, de como é que os radialistas se
apropriam daquela... Do seu personagem, na verdade eles têm um personagem que é aquele
que fala com o público por meio de um programa de rádio. Esse programa de rádio pode ser
do tipo policialesco, pode ser entrevista, pode ser voltado para donas de casa, o importante
é que o radialista se apropria disso que ele constrói na imaginação dos ouvintes e depois
essa imagem que ele cria no rádio, é a imagem que ele tenta passar para o eleitor, o ouvinte
dele agora eleitor. Alguns conseguem, nem todos. Vocês vêem que há uma diferença entre
o número de candidatos e os que são realmente eleitos.
E porque que a gente vive nesse país com tudo isso acontecendo e nós não saímos desse
ponto? Por que os radialistas continuam se candidatando, os políticos continuam tendo suas
emissoras e nada acontece? Por quê? Porque a gente não tem lei, literalmente, vivemos
numa terra sem lei, não é força de expressão.
A lei brasileira específica de radiodifusão data de 1962 e depois a gente tem em 1963 o
código brasileiro de radiodifusão. E o que acontece nesse período entre os anos 60 e até
hoje? A legislação, na verdade, vem sendo recortada e são criados decretos, por exemplo,
os do governo militar nos anos 60/70 foram bem específicos para tratar de segurança
nacional.
Então se pegou toda aquela parte do código, onde achavam que o código brasileiro de
radiodifusão era muito liberal, dava muita liberdade para as pessoas, e se fez alguns
recortes. Para que? Por exemplo: vamos criar o Sistema Radiobrás porque as nossas
fronteiras estão sendo ameaçadas principalmente pelas transmissões da Rádio Havana, de
Cuba. Também tinha a Rádio Venezuela, da rádio da Colômbia, que entravam pelo Brasil.
As ondas radiofônicas, ainda bem, não conhecem fronteiras, e as coisas aconteciam assim.
Então, dentro da política de segurança nacional, os militares fizeram recortes, criaram
alguns decretos. Já temos um primeiro esfacelamento, digamos assim, do Código Brasileiro
de Radiodifusão e das leis específicas. Depois, nos anos 80, Sarney também teve algumas
iniciativas. Nos anos 90 tomaram uma medida que foi salutar, no governo FHC, ainda com
Sérgio Motta como Ministro das Comunicações: se você quer ter uma emissora de rádio,
você tem que passar por um sistema de seleção por meio de licitação. É uma licitação
pública. Todo mundo está lá em igualdade de condições, apresentam e você não sabe quem
está apresentando e as pessoas são escolhidas na base de quem tem o melhor projeto e que
apresenta a melhor forma de investimento no rádio.
Isso foi um avanço na radiodifusão. Mas recentemente eu estava fazendo um levantamento,
tentando atualizar um pouco essas informações, e o que a gente tem nos últimos anos é uma
coisa mais séria ainda. Em 1997 há a obrigatoriedade da licitação que começa a dar uma
organizada na história, não fica muito o rádio como moeda de troca, de favores políticos.
Mas o que acontece simultaneamente? Uma verdadeira explosão na concessão de canais
educativos, e isso é uma coisa seríssima, é uma coisa absurda. Acontece durante parte do
governo FHC, mas aconteceu com uma força muito grande também nesses primeiros anos
do governo Lula. Então a gente tem um salto, eu não tenho os números agora para dizer a
vocês, mas era alguma coisa em torno de 60 e poucas emissoras de rádio e tv, que hoje são
mais de 400 e são concessões de emissoras educativas. É um problema sério e as pessoas
não têm conhecimento disso, porque tudo é público, tudo isso que eu fico aqui reunindo e
conversando com vocês agora, foi publicado em jornais, nada é segredo, é público. Mas
acontece de uma maneira tão fragmentada que as pessoas não têm a noção do conjunto.
Essa situação vai se perpetuando.
E o que aconteceu? A gente não tem legislação, tem todo esse recorte da legislação da
década de 60 que existia e depois a gente começa a ter algumas tentativas que vão então
arrumar o ambiente legal e tentar estabelecer um marco regulatório para radiodifusão.
Em 1998 acontece a proposta da lei de comunicação eletrônica de massa. Essa foi uma
iniciativa do Sérgio Motta. Ela circulou pela academia e pela área de radiodifusão e durante
três anos eu vi uma das versões, foi a quinta, mas teve uma depois, que foi a sexta. Ela era
uma lei interessante, pois ela já trazia a legislação pra esse ambiente que a gente vive hoje,
a gente está tratando de legislação de comunicação eletrônica de massa, que deixa de ser só
rádio/tv. Tem esse novo ambiente aí que é a internet. Como é que isso vai se processar, toda
essa mudança, os provedores, o rádio e a televisão nesse novo ambiente, como é que isso
vai acontecer? Mas foi uma lei que não foi para frente.
Depois em 1999 a gente tem uma lei que é a única novidade no marco legal da
radiodifusão: a lei de radiodifusão comunitária. É uma lei importante, é o resultado de uma
luta de grupos da sociedade que começa na década de 80 com os adolescentes que faziam
as rádios piratas em São Paulo, que construíam suas rádios e botavam música no ar
praticamente. Os grupos antenados da sociedade vêem que ali a luta, a bandeira é justa e
interessante. Por quê? Porque discutia a questão das concessões. A gente também quer ter
voz. E quer ter voz por canais de rádio. Então a lei de radiodifusão comunitária é na
verdade o grande e o único avanço que acontece nesse meio, nesse tempo todo em termos
de radiodifusão, ainda que a gente tenha que fazer depois várias considerações tanto sobre a
legislação como a questão das emissoras comunitárias.
Em 2001 tem uma outra proposta, já substituindo a lei de comunicação eletrônica, lei geral
de serviço de radiodifusão. Então, tudo que uma abria a outra fecha. Traz de novo pra rádio
e televisão. A primeira é com Sergio Motta, a outra com Pimenta da Veiga. Tudo que uma
previa como avanço, por exemplo, rádio público, definição, instituição, a outra tira. E aí
não dá certo, as pessoas reclamam, acaba mais uma vez a discussão. Em 2004, mais
recentemente, a gente tem a proposta da lei geral do audiovisual, que foi do Gil, como
ministro da cultura, que também causa uma grande discussão e o assunto morre de novo. E
agora em 2006, Hélio Costa, nosso atual ministro das comunicações, acha que nós temos
que ter uma lei geral de comunicação de massa que é um pouco uma versão dessa lei que é
a lei de comunicação eletrônica de massa, mas, resumindo a história, todo mundo tem
nomes lindos para as leis, propostas, eu acho que a coisa mais séria que aconteceu foi a
proposta para rádio e televisão de 1998, que era uma proposta bem específica e trazendo o
rádio para esse novo momento que todo mundo vive e que foi abandonado. Então a gente
continua sem uma perspectiva séria, não existe uma proposta séria de legislação.
E o contexto do rádio na Brasil enquanto isso, qual é o aspecto, que ambiente é esse de
rádio que a gente vive? Acho que é importantíssimo para a gente falar das emissoras
comunitárias por dois motivos. Primeiro pelo avanço que elas representam; mas também
esse avanço sofre ameaças constantes de ser um patrimônio completamente desvirtuado da
idéia inicial. Por quê? As emissoras comunitárias se transformaram também no grande foco
de atenção de políticos e de pessoas ligadas a grupos religiosos. E a comunidade que era o
objetivo primeiro de lei de radiodifusão comunitária, fica mais uma vez esquecida. Hoje no
Brasil são raríssimos os exemplos de emissoras comunitárias autênticas. Isso foi até uma
classificação que se teve que criar para poder dizer, “olha, esse emissora é comunitária de
verdade”. Então são as comunitárias autênticas. A gente tem um exemplo no Rio que é a
Rádio Queimados; em Belo Horizonte, a rádio Favela, que foi uma rádio reconhecida
oficialmente pelo Pimenta da Veiga, que se deixou fotografar lá entregando a concessão
para uma rádio comunitária que conquistou o lugar dela, fazendo um trabalho de rádio
voltado para a comunidade; e temos também a Heliópolis em São Paulo, que é uma rádio
que foi fechada recentemente. E aí nessa bagunça toda a gente tem o que?
O que a gente tinha antes de 88: o Conselho Nacional de Telecomunicações, a Lei Geral de
Telecomunicações antiga. E junto desse Conselho, existia um setor que se chamava
DENTEL – Departamento Nacional de Telecomunicações. Que o que ele fazia? Ele
funcionava como um fiscalizador de freqüências, ele cuidava da organização das emissoras
e teve sua função deturpada no regime militar, porque o DENTEL ficou um órgão
fiscalizador do regime. Então na verdade eles fiscalizavam conteúdo, se falasse alguma
coisa que o governo militar achasse que fosse algum tipo de ameaça, era comunismo,
qualquer coisa, os fiscais do DENTEL iam e fechavam a rádio, lacravam os transmissores.
Então o DENTEL ficou com uma péssima fama, mas a idéia na origem era muito boa.
A constituição de 1988 acaba com tudo isso. E aí? Nós não temos quem vá fiscalizar.
Teoricamente, com a nova lei de telecomunicações, seria a Anatel, “fantástica, vai
funcionar como uma agência como a FCC, que é a agência americana que cuida de tudo de
regulação na área de rádio/tv”. Bom, não deu certo, a Anatel funciona hoje basicamente
fiscalizando telefonia, ela administra questões que estão muito mais ligadas à telefonia e
tem uma ou outra coisa, se vocês entrarem na página da Anatel vocês vão encontrar uma ou
outra coisa de radiodifusão. Mas a gente não tem informação no Brasil. A gente não tem
informação na Anatel.
Depois que o Miro Teixeira colocou o nome dos proprietários das emissoras de rádio e
televisão no site do ministério, o ministério das comunicações pelo menos organizou. Hoje
em dia há uma área do site do ministério com informações sobre proprietários de emissoras
FM. Aí você pega e são 300 páginas. Entendeu? Aí você entra, “proprietários de AM”. São
outras tantas páginas. Então, digamos assim, a informação está ali, mas está mais ou menos,
porque a gente não sabe na verdade quem são os donos das emissoras e porque é muito
difícil naquele universo você poder trabalhar. Então a gente tem uma dificuldade de acesso
à informação muito grande. Essa informação estava lá na Secretaria de Serviço e
Comunicação Eletrônica, no Departamento de Outorgas e Serviço e isso já não está
disponível hoje no site do ministério das comunicações.
Entre 1998 e 2004, o que a gente teve? 14 mil pedidos para abertura de canal de tv e rádios
comunitárias. Olha o universo represado de demanda por emissora de rádio. E as situações
dessas concessões em julho de 2004: 748 licenças definitivas e 788 licenças provisórias, ou
seja, metade/metade.
Hoje, 2006, informação de uma entrevista recente publicada na “Carta Capital” com o
ministro das comunicações: existem mais de oito mil pedidos de concessão que ainda não
têm definição, e a média de arquivamento de pedidos de emissoras comunitárias é de 80%.
É um problema sério e um problema delicado também. Por quê? Muitos dos pedidos são de
políticos, são de grupos com interesses que passam longe da comunidade, de um
atendimento à comunidade. Então é uma coisa séria mesmo.
Mas muitos dos pedidos que estão tramitando pelo Ministério das Comunicações, são de
grupos que querem efetivamente trabalhar com a comunidade, mas têm uma dificuldade
muito grande, porque se não têm um tipo de apadrinhamento político, não conseguem a
concessão ou demoram muito tempo para conseguir. E existe uma comparação com a
média de arquivamento das emissoras AM e FM, os canais tradicionais, que isso na área do
AM/FM, fica na média de 10% a 15% de arquivamento de pedidos. Então é uma diferença
muito grande também na área de comunitárias.
O que mais a gente tem hoje disponível no site da Anatel? Os canais ocupados e canais que
podem ser ocupados no Brasil: AM nós temos 2192 canais; FM 7042; comunitários 5561;
ondas curtas 71; num total de 14866 canais. Só que a nossa realidade é que cerca de 5000
são canais que efetivamente estão no ar. A gente pode dizer que hoje nós temos por volta de
4000 AMs e FMs que operam regularmente e podemos estimar em torno de mil emissoras
de rádios comunitárias regularizadas operando hoje com os documentos todos certinhos,
mas dessas mil a gente não tem idéia de quantas são realmente emissoras comunitárias
autênticas. Então o problema vai sempre crescendo.
E o que a gente precisa? Que os legisladores atuem para reorganização de um marco legal
para radiodifusão. No contexto em que a gente vive hoje é muito difícil, porque como a
gente viu nos dados anteriores, há muitos interesses envolvidos e são sempre interesses
pessoais. Então a gente fazer com que senadores e deputados federais, que também têm seu
interesse na radiodifusão, reorganizem o marco legal, é uma coisa difícil hoje. Depois é
imperativo que o ouvinte entenda, de uma maneira clara e inequívoca que a concessão de
canais é pública e que fiscalizar a distribuição de canais é prerrogativa dos cidadãos. Isso é
uma coisa que devia ser claro de um modo geral, mas pouquíssima gente tem essa noção, e
até mesmo da concessão, de quê forma funciona a concessão. Então é um desafio que se
apresenta para a gente que trabalha com rádio e com televisão também, é mostrar para as
pessoas qual é a situação real e como é que cada um pode dar a sua contribuição para a
mudança desse quadro.
E o que a gente pode ter de tendências possíveis para um rádio público no Brasil? Primeiro
é importante dizer que a gente não tem rádio público no Brasil. Uma emissora pública é
uma emissora que tem um conselho constituído, ela tem representantes da sociedade ou da
comunidade, ela tem representantes do grupo de profissionais que tem interesse na área, ela
tem pessoas ou instituições que apóiam àquela emissora. E a gente não tem isso constituído
de uma forma clara no Brasil. Então é importante dizer isso, porque é muito comum a gente
ouvir referências à emissoras públicas de TV e a emissoras públicas de rádio. A gente não
tem.
A gente tem emissoras governamentais; estatais; educativas; a gente tem algumas que são
identificadas como culturais; temos emissoras universitárias; e temos emissoras legislativas.
Mas a gente não tem o que pode ser considerada uma emissora pública hoje no Brasil. E o
que seria uma tendência possível nesse mundo que tivesse como base um rádio público?
Seria usar as tecnologias como suporte para o desenvolvimento...
Eu acho que a gente está à beira de uma outra revolução no rádio, assim como o FM foi na
década de 1970, mas de uma maneira muito leve, digamos assim. A gente já tem hoje o
rádio na web que é uma outra maneira de se ouvir rádio, porque a gente ouve e lê o rádio na
web, a gente guarda. É uma coisa fantástica, eu tenho um gravador que já está ali no
microfone, então se eu quiser baixar um arquivo para o meu computador eu posso, desde
que aquela emissora disponibilize. É uma relação completamente diferente com o ouvinte,
principalmente no que diz respeito a arquivos, que antes era uma coisa muito difícil da
gente ter.
Hoje um cidadão que tenha acesso à internet e um disco rígido com tamanho razoável, pode
ter isso e depois ouvir no momento que quiser. A outra coisa fantástica do rádio na internet,
é a gente também poder ouvir qualquer rádio, de qualquer lugar do mundo, com uma
qualidade sonora fantástica. Eu morei na roça. Então eu tinha que esperar até a noite (que
eu sou de Mato Grosso), quando pegavam as emissoras paraguaias, só para ouvir guarani.
Ficava tentando imaginar que idioma afinal era aquele, no velho rádio Transglobe, e que o
som ia e voltava, e hoje a gente tem isso com todas as informações. Você tem em inglês,
espanhol, português raramente, mas de emissoras de várias partes do mundo. O ouvinte,
digamos assim, ficou um ouvinte mundial mesmo, se é que a gente pode usar (não gosto da
palavra porque ela foi muito gasta) global. Mas é realmente a globalização do ouvir.
O rádio público vai acontecer nesse contexto e ele tem que funcionar como um canal da
sociedade, porque ele tem que vocalizar demandas e as posturas de grupos e setores. É isso
que as rádios comunitárias tentam fazer hoje e não conseguem no Brasil. E ele pode
ampliar o ingresso daqueles que, ainda hoje, apesar de todo esse progresso tecnológico,
ainda se mantém à margem desses bens culturais. Porque quando a gente conseguir tudo
isso, a gente vai estar efetivamente contribuindo para o exercício pleno da democracia e a
forma como o rádio público é construído, é a maneira como as emissoras de rádio podem
funcionar. Era aquilo que eu estava dizendo antes, das emissoras, um rádio público vai
conviver com isso ou vai estar dentro de cada uma delas: estatais, legislativas, educativas,
universitárias, religiosas, todo mundo pode falar no rádio.
O que eu acho que é mais importante registrar é que radiodifusão é difusão de dados, som e
imagem, e eles estão destinados à livre recepção pelo público. Não se cobra. É livre. Você
escuta o que você quiser e não tem que pagar por isso. A ampla cobertura, o acesso fácil, e
a linguagem simples, fazem a popularidade do rádio. Mas fazem também com que o meio
seja objeto de desejo e instrumento vulnerável ao uso político.
Hoje a gente vive essa situação: há um avanço tecnológico que está chegando, seja via
televisão digital, que também vai abrir um espaço para canais de rádio numa multiplicação
infinita, que a gente não consegue nem ter a noção direito; ou via rádio digital que também
já é uma realidade da tecnologia que está batendo às nossas portas. Que é isso? Que rádio
digital é esse que a gente tem pela frente? Nesse contexto? Sem legislação? Com esse tipo
de uso descarado dos meios de comunicação eletrônicos que se faz no Brasil? Acho que a
gente vive um momento sério, acho que essa é uma oportunidade conversarmos um pouco
sobre isso, e, era um pouco do que eu tinha a dizer. Obrigada."
Fonte: www.radioeducativo.org.br/800/..%5Cartigos%5Cradio_politica.pdf
A Flora é a assassina, vocês viram? Eu perdi
Não pude assistir A Favorita nesta terça (05/08) por que estava na faculdade. Mas assim que acabou a aula liguei la em casa em Minas Gerais, para perguntar:
Quem matou Marcelo?
Minha Tia Marina que era a noveleira de plantão, me contou toda a história.
Eu acho que a primeira intenção do autor João Emanuel Carneiro era titular um terceiro personagem como assassino, surpreendendo o público que esperaria a Donattela ou Flora como criminosa.
Porém vendo que o telespectador brasileiro tem uma imaginação fértil e um "Q" de autor de novelas e já esperava sem surpresa um terceiro culpado, deve ter mudado de idéia.
Digo isso por que todos nós sabemos que novela é uma obra aberta e também pelo momento camaleão que as personagens tiveram, Flora se mostrando bastante fria e calculista, armando para Donatella que no início era meio antipática, e passou ser a pobre coitada.
Nesse momento o autor preparou o público para a revelação, pois todos já tinham se afeiçoado a Flora, mas precisavam aceitá-la como assassina.
O bom é que a novela tem um vilão assumido, e o talento da atriz Patrícia Pillar vai estar mais exposto.
Eu não estou acompanhando por estou na faculdade á noite, por isso qualquer novidade me conte hein!
Eleições 2008 - Fui convocado a trabalhar
Fui convocado a trabalhar nas eleições 2008. Será a segunda vez que prestarei um serviço voluntário a nação, a primeira vez foi no jogos Pan Americanos Rio 2007, na função de Operador de credenciamento.
Vamos praticar a cidadania, não necessariamente sendo "voluntário"...
Será que é o Seu Gonçalo o assassino?
Nem Flora (Patrícia Pillar) nem Donatela (Claudia Raia), muito menos Silveirinha (Ary Fontoura). O verdadeiro assassino de Marcelo (Deco Mansilha) é Gonçalo (Mauro Mendonça), o pai do rapaz, em “A favorita”. Ficou boquiaberto? Então, senta que lá vem muita história. Na noite do crime, o empresário descobriu que Marcelo não era seu herdeiro, mas sim filho de Irene (Glória Menezes) e Copola (Tarcísio Meira). Desapontado, ele foi à casa de Donatela para conversar com ela, mas deu de cara com Marcelo. A nora tinha ido às compras. O resultado desse encontro foi explosivo. Marcelo, que esperava a mulher para comunicar a ela que iria ficar com Flora, fez uma revelação estarrecedora: disse saber que o pai e Donatela tiveram um caso e que o filho que ela teve, na verdade, era de Gonçalo, não dele. A discussão entre os dois cresceu e Silveirinha, que estava no interior da casa, ouviu tudo. O mordomo ligou para Flora, contou sobre a confusão na casa e pediu que ela fosse para lá. Descontrolado, Marcelo pegou a arma e apontou para Gonçalo, que tentou desarmar o filho. Marcelo, então, foi atingido acidentalmente. Desesperado, Gonçalo fugiu do local. Flora chegou em seguida, mas não o viu. Ela tentou socorrer Marcelo e, num impulso, pegou a arma. Neste momento, Cilene (Elizângela) apareceu. Logo atrás veio Donatela. As duas presenciaram a cena e a socialite se atracou com Flora e tirou a arma dela. A tragédia só não foi maior porque Cilene interferiu. Essa revelação será feita no próximo mês para o público, mas os envolvidos na história ainda vão continuar na dúvida entre as “viúvas”. Mauro Mendonça, que não recebeu ainda os capítulos, ficou surpreso com a história: — Gonçalo sente por Donatela um amor paternal. Não acredito em outro tipo de sentimento. Ele a defende porque acredita que ela não é assassina." É esperar para ver né? Acho lega esses reviras-voltas e surpresas, Quando for ao ar me contem, pois estou estudando no horário e vejo a novela.
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Se você quer se inscrever no bbb 9, corre lá na Globo.com e faça sua inscrição. É bom ficar ligado pois haverá algumas mudanças no processo de seleção, como por exemplo; a equipe do programa vai pecorrer algumas cidades do Brasil, entrevistando pessoas, isso segundo nota publicada no Jornal Extra desta quarta-feira dia 23/07.
Vou me informar melhor sobre o fato, quando sobrar um tempo. Em breve aqui todas as informações sobre o Reality Show mais fascinante da TV brasileira. A corrida por 1 milhão de Reais já começou!
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Assiti o Programa Balanço Geral Ao Vivo
Ainda conheci a Bisavó Mamão, que era também convidada para assistir o programa, não tenho fotos dela mais se quiser ver esta nova fruta do mercado ela disse que é só procurar no You Tube por "Bisavó Mamão". Eu ainda não vi, pois minha conexão não permite acessar o site, mas assim que tiver uma oportunidade verei.
Vou voltar mais vezes hein!!
No Ar: Segunda a Sexta, às 12h30min. logo após o Hoje em Dia.
A Super Gostosa
Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro um cada vez mais próximo
Sergio Nogueira, O professor do soletrandor
Enem- Inscrições abertas
É isso ai meus amigos, estão abertas as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Corra pois as inscrições só vão até o dia 13 de junho.
Lembre-se que não é necessário ser concluinte do ensino médio em 2008 para prestar o exame.
Para maiores informações acesse http://www.enem.inep.gov.br ou ligue: 0800 61 61 61.
Quem ainda esta cursando o ensino médio deve procurar o setor responsável da sua escola para efetuar a inscrição.
Para você que já se formou, lhe aconselho inscrever-se em qualquer agência dos Correios. É bem mais prático.
Não deixe de testar seus conhecimentos e você ainda pode utilizar a nota do Enem para migrar em milhares de instituições de ensino, e o melhor pode concorrer ao Prouni.
Vale a pena tentar, digo por experiência própria. Este Programa mudou minha vida!
Meus dotes culinários
Quem já teve a infelicidade de experimentar um dos meus pratos sabe que não sou nenhum mestre-cuca.
Mas no final sempre acaba quase tudo bem!
Neste dia ai da foto fiz um prato tipicamente brasilero do meu modo é claro, veja:
*Arroz;
*Feijão preto com carne seca (não é feijoada);
*Couve,tomate e cebola
*E uma carne "boa para fritar" que não lembro qual que estava em promoção no supermercado.
O maior elogio que já recebi de alguém que acaba de experimentar minha comida foi:
"Não é tão ruim assim,é comestível".
O importante é que eu adoro minha comida e meu jeito de cozinhar que é prático. rápido, fácil e o melhor ECONÔMICO...
Estão servidos pelo mestre-cuca?
jonaysoares@gmail.com
Alguns atalhos para publicações no Blogger!
A PRIMEIRA TV DA MINHA VIDA
Este é o modelo da TV que comprei no meu vizinho por R$130,00,é uma TV Semp 14. Um eletro simples, mais corresponde as minhas espectativas.
Então o dia 10/05/2008 ficara marcado como o dia em que adquiri meu primeiro aparelho de TV.
tirei fotos com o celular durante a instalação da TV, só não as postei por que estou sem dinheiro para enviá-las para o serviço de fotos via web da operadora.
esta outra foto aqui é do modelo de DVD que o Rubens (melhor amigo e divide moradia comigo)comprou ontem (20/05/2008)
um DVD Britânia com game, karaokê e entrada USB.
É isso ai meus amigos aos poucos vamos mobiliando o barraco.
jonaysoares@gmail.com
Vamos para Olimpiada da China?
Onde está você agora?
Agora é TRIGO...
Primeira postagem
Acabei de criar o blog e esta é mimha primeira postagem!Este blog tem um público-alvo que é exclusivamente eu!
Tenho certeza que será prazeroso voltar nas postagens antigas e ficar lendo as minhas importantes banalidades cotidianas e outras coisas mais que pretendo publicar.
Esta criado a auto-blogografia do Jonay em 17/03/2008 as 15:50hs no laboratório de informática do campus R9 da Universidade Estácio de Sá


































































